Novo normal, home office, interiorização do trabalho, qualidade de vida, juros baixos. Essas e outras palavras estão sendo muito utilizadas durante a pandemia de covid-19. E todas elas ajudam a explicar as expectativas para o mercado imobiliário de Indaiatuba para o pós pandemia. Abaixo vamos abordar estes pontos e como eles juntos já estão gerando impacto significativo no segmento.


O novo normal é o conceito que foi criado para a vida que a população terá que seguir mesmo após o auge da pandemia do novo coronavírus. Ele engloba desde as medidas que visam reduzir o contágio (maior distanciamento social, álcool em gel, máscara), até as questões culturais e comportamentais, que devem inclusive permanecer após a provável vacina. Entre elas estão o aumento do home office, o processo de interiorização da população e das empresas e a prioridade à qualidade de vida. (INSPER, 2020)

O home office foi adotado por 46% das empresas durante a pandemia e acelerou este movimento que já acontecia de maneira modesta. Ainda que trabalhadores já estejam sentindo falta da interação social e questões jurídicas ainda não estejam estabelecidas (como necessidade da empresa pagar internet ao colaborador ou excesso de jornada de trabalho), é fato que as empresas perceberam a possibilidade de reduzir custos e, ainda assim, aumentar a produtividade do trabalho. Mesmo após a pandemia, já é consenso que o trabalho remoto será cada vez mais uma realidade presente. (AGÊNCIA BRASIL, 2020)

Neste novo contexto do trabalho que surgiu a interiorização do trabalho. A localização central era o fator principal de escolha do ambiente de trabalho, o que fazia com que as empresas focassem na cidade de São Paulo. Porém, isso está sendo revisto. O altíssimo valor/m² da capital pode ser substituído por um novo ambiente de trabalho que leve em conta a interação social e a qualidade de vida. Um exemplo disso já foi implementado pela XP Investimentos, que possuía 8 andares na Av. Juscelino Kubitschek em São Paulo e está mudando para uma área bem maior em São Roque, no interior, evidenciando esta alteração cultural do ambiente de trabalho. (UOL, 2020)

As pessoas também estão revisando suas prioridades. A qualidade de vida deverá exercer um peso bem maior na decisão da escolha de onde morar. Dispender diariamente horas em deslocamento no trânsito, pouco tempo com a família, distância da natureza. A pandemia também serviu de reflexão sobre o que é vital. E isso impacta diretamente no mercado imobiliário. O que era tendência anteriormente, de studios e kitnets cada vez menores e bem localizadas na cidade de São Paulo, agora é visto com estranheza. Enquanto que imóveis que permitam uma vida mais sustentável - com trabalho, família e qualidade de vida coexistindo com mais harmonia - são a bola da vez. (ESTADÃO, 2020)

Por fim, os juros baixos. A redução na taxa SELIC, fez com que a renda fixa (poupança, tesouro direto, CDB, LCA) tornasse historicamente desfavorável, viabilizando novos empreendimentos das construtoras e também estimulando a população em geral a adquirir imóveis como forma de investimento. (METROPOLES, 2020)

Além disso, a diminuição dos juros também reduz a parcela do financiamento, o que também tem estímulo direto à demanda. Por exemplo, um financiamento de R$ 200 mil, com juros de 12%, teria parcelas de R$ 2.556. Enquanto que, com juros de 7%, a parcela cai para R$ 1.722. Se considerar que a parcela do financiamento possa atingir até 30% da renda familiar, com juros de 12% a família teria que possuir uma renda de R$ 8.520, no de juros a 7% deveria ser R$ 5.740. Ou seja, a queda nos juros torna a compra de imóveis mais acessível. (AMORIM, 2019)

Como você já pode ter percebido, cada um destes fatores isoladamente são positivos para o mercado imobiliário de Indaiatuba. A cidade sempre foi reconhecida como uma excelente cidade dormitório. Tanto pela localização, perto de Viracopos, Campinas e São Paulo, quanto pela qualidade de vida, aliando a tranquilidade do interior com a diversidade de comércios e serviços de uma cidade de mais de 200 mil habitantes. O movimento causado pela pandemia ainda encontrou um momento econômico de juros baixos, o que é essencial para o mercado imobiliário.

Todos estes fatores, de forma agregada, significam um cenário extremamente favorável para o setor. Seja para quem atua do lado da oferta, com oportunidades de investimento, quanto para quem está no lado da demanda, com aumento do número e da qualidade das opções disponíveis.


REFERÊNCIAS
INSPER, 2020. Novo normal: entenda melhor esse conceito e seu impacto em nossas vidas. Publicado em 07/05/2020. Disponível em: 
https://www.insper.edu.br/noticias/novo-normal-conceito/
AGÊNCIA BRASIL, 2020. Home office foi adotado por 46% das empresas durante a pandemia. Publicado em 28/07/2020. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-07/home-office-foi-adotado-por-46-das-empresas-durante-pandemia
UOL, 2020. 94% das firmas aprovam home office, mas 70% vão encerrar ou manter em parte. Publicado em 28/07/2020. Disponível em: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/07/28/94-das-empresas-aprovam-home-office-mas-75-nao-o-manterao-apos-pandemia.htm
ESTADÃO, 2020. Imóves maiores e mais afastados continuarão tendência pós pandemia?. Publicado em 31/07/2020. Disponível em: https://imoveis.estadao.com.br/noticias/imoveis-maiores-e-mais-afastados-continuarao-tendencia-pos-pandemia/
METROPOLES, 2020. Mercado de imóveis: juros baixos e isolamento influenciam melhora no setor. Publicado em 27/07/2020. Disponível em: https://www.metropoles.com/conteudo-especial/mercado-de-imoveis-juros-baixos-e-isolamento-influenciam-melhora-no-setor