O mercado imobiliário é um excelente termômetro da economia brasileira. Em 2011, a valorização anual dos imóveis atingia 26%. Porém, no ano de 2017, este mesmo indicador registraria queda de 0,53%. Agora, os economistas acreditam que deve vir justamente deste setor a retomada.

Se há um aspecto econômico positivo atualmente é a taxa de juros. A última reunião do Cômite de Política Monetária (COPOM) alterou o valor da SELIC para 6,00%, o menor patamar desde o início da série histórica em 1986. E as projeções indicam que devem haver mais reduções até o final do ano.

Por que a SELIC no menor nível histórico influencia o mercado imobiliário?

Com a taxa de juros baixa, as aplicações financeiras sem risco tornam-se cada vez menos vantajosas se comparadas a investimentos em ações e imóveis. Os rendimentos da poupança devem iniciar 2020 perto dos 4% ao ano!

Além disso, os juros do financiamento habitacional acompanham a SELIC e devem seguir caindo nos próximos meses. O Governo também está estudando diversas medidas para impulsionar o crédito habitacional, acreditando que o setor é essencial para catalisar o crescimento da economia. Uma delas é atrelar o financiamento ao IPCA, o que reduziria drasticamente as taxas.

Estas duas condições, que aumentarão tanto a compra para investimento, quanto a compra para moradia, farão que a demanda do segmento cresça e inicie um novo ciclo de prosperidade. Afinal, com o aumento das transações imobiliárias, os preços crescem, e assim atraem mais clientes interessados em valorizar o seu patrimônio, como acontecia no começo da década.



O gráfico acima ilustra e resume o que aconteceu na década. Os valores dos imóveis, representado pelo índice FIPEZAP, começaram em um ritmo extremamente acelerado, variando mais de 25% ao ano. Nesta época, todo mundo queria investir no mercado imobiliário. Com a crise, a SELIC atingiu seu ápice e o mercado imobiliário foi impactado consideravelmente chegando a valores negativos, também devido ao alto desemprego e endividamento.

Expectativa para os próximos anos e conclusão

Para os próximos anos, acredita-se que a SELIC mantenha-se em patamares baixos, tornando a poupança e o Tesouro Direto pouco vantajosos. Já os valores dos imóveis devem, em breve, voltar a crescer mais do que estes indicadores, iniciando um novo ciclo de prosperidade para o mercado e sendo um dos catalisadores da retomada econômica.

Referências
De onde virá o crescimento. Mario Mesquita. Valor Econômico. (https://www.valor.com.br/opiniao/6373363/de-onde-vira-o-crescimento)
Caixa diz que financiamento com IPCA será disruptivo e mudará mercado. Infomoney. (https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/credito/noticia/8651637/caixa-diz-que-credito-imobiliario-com-ipca-sera-disruptivo-e-mudara-mercado)
FIPEZAP (http://fipezap.zapimoveis.com.br/)
Boletim Focus. Banco Central. (https://www.bcb.gov.br/publicacoes/focus)
Histórico da Poupança. Portal Brasil. (https://www.portalbrasil.net/poupanca_mensal.htm)