A primeira coisa que você deve saber em relação aos tipos de fiança é que não existe a melhor ou pior opção, depende do seu perfil e de suas necessidades no momento da locação. Por isso, a Visão Imóveis preparou as dicas abaixo para auxiliar nesta que pode ser uma das etapas mais desgastantes de alugar um imóvel.



1) Fiador: convide um amigo ou conhecido que possua imóvel para ser a sua garantia. De um lado a inconveniência, do outro a ausência de custos e a tradição.

O fiador esteve presente em 59% dos contratos de locação na cidade de São Paulo, segundo pesquisa da Qualitty Imóveis. Apesar do crescimento de tipos alternativos nos últimos anos, esta fiança ainda resiste como líder no mercado, principalmente por dois fatores: não haver custos para o locatário e devido a sua tradição, que faz com que proprietários e consultores das imobiliárias de Indaiatuba muitas vezes acabem avaliando primeiro esta modalidade, e só se houver objeções, partem para as demais opções.

Normalmente é requisitado que o fiador possua registro do imóvel em seu nome. O perfil do fiador também é levado em consideração na análise de aprovação da locação.

A dica da Visão Imóveis aqui é justamente o que você está fazendo, conheça os outros tipos de fiança, para não se deixar levar pela inércia. Escolha esta fiança se realmente for a melhor para você e seus objetivos.


2) Seguro-fiança: tenha uma seguradora como sua fiadora. Bem aceito por proprietários, mas nem sempre acessível aos locatários.

O seguro-fiança é a fiança que mais aumenta sua participação nas locações a cada ano. Este movimento está ocorrendo devido ao aumento das pessoas que não encontram ou não desejam utilizar o fiador, além da grande aceitabilidade dos proprietários, que estão passando a conhecer melhor sobre esta garantia.  Entre os obstáculos que ainda impedem esta modalidade de tornar-se consenso estão: a menor agilidade e os custos anuais que não retornam ao final do aluguel.

A aprovação do perfil do locatário neste caso é realizada pela seguradora, que pode exigir mais documentos e exigências do que a imobiliária demandaria com outras fianças.

A dica da Visão Imóveis para quem escolher o seguro-fiança é no sentido de agilizar os processos com a seguradora. Pesquise sobre os documentos necessários e os requisitos mínimos para a aprovação antes de enviar as informações. Por exemplo, se não tiver um dos documentos pedidos, procure saber se há como substituí-lo; ou se possuir renda insuficiente, agregue os rendimentos de outro locatário.


3) Caução: pague 3 vezes o valor do aluguel como garantia, podendo recuperar este valor corrigido ao final da locação. Desejado por muitos locatários, encarado com desconfiança por alguns proprietários.

Esta já bem conhecida fiança é caracterizada pela simplicidade, acessibilidade e baixo custo como pontos positivos. O principal ponto negativo é a recusa de alguns proprietários ou um maior nível de exigência em relação ao perfil necessário para a locação, se comparados com outras categorias.

Com isso, para quem consegue comprovar renda em um valor maior que 3 vezes o valor do aluguel e não possui negativação, por exemplo, deixar isso claro para o consultor de locação ao fazer a proposta pode ajudar na aprovação desta modalidade.

A dica da Visão Imóveis para quem se interessar na caução é avaliar a reputação da imobiliária que está intermediando o negócio. Infelizmente ainda há casos de não devolução do dinheiro devido ao final da locação.

Obs.: existe também a caução real, que utiliza bens móveis como garantia da locação.


4) Título de capitalização: aplique em um título de seguradora. Uma espécie de caução com valores superiores.

O valor do título comprado, que normalmente varia de 6 a 12 vezes o valor do aluguel, faz com que poucas pessoas possam ter acesso a esta fiança. Não é por acaso que ela assume maior protagonismo nas locações empresariais e industriais.

A dica da Visão Imóveis para esta modalidade é observar que a correção praticada não é a mesma da caução (rendimentos da Caderneta de Poupança). Muitas vezes o valor não compensa nem a inflação do período. Por isso, é interessante pesquisar mais de uma seguradora e consultar os seus termos e rendimentos.